Cesta básica pet: estudo revela os produtos mais comprados por tutores

Estudo da CVA Solutions mostra que ração seca ainda lidera compras, mas sachês ganham espaço entre cães e gatos

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Publicado em 28 de maio de 2026

O Estudo CVA Petcare 2026, elaborado pela CVA Solutions, revela mudanças importantes na cesta de alimentação dos pets no Brasil. A ração seca ainda é o principal item comprado pelos tutores, mas vem perdendo espaço ao longo dos anos, enquanto alimentos úmidos, especialmente os sachês, avançam entre cães e gatos.

A pesquisa foi realizada em março de 2026, via internet, com 4.032 consumidores, shoppers e tutores de cães e gatos que compram produtos petcare no Brasil, abrangendo as cinco regiões do país. A amostra inclui 2.346 tutores de cães e 1.686 tutores de gatos.

  • Entre tutores de cães, a compra de ração seca vendida em embalagens caiu de 79,3% em 2014 para 63,4% em 2026.
  • No mesmo período, a ração úmida em sachê passou de 22,4% para 36,2%.

O estudo também aponta avanço de outros itens na cesta canina. A compra de petiscos e biscoitos para animais de estimação aparece em 42,0% em 2026. A ração seca a granel foi citada por 23,8% dos tutores de cães, enquanto a comida caseira preparada especialmente para o cão subiu de 8,2% em 2014 para 14,7% em 2026.

Entre tutores de gatos, o movimento é ainda mais evidente. A compra de ração seca vendida em embalagens caiu de 76,1% em 2014 para 58,9% em 2026. Já a ração úmida em sachê passou de 47,7% para 56,9% no mesmo período.

Na prática, o sachê já se aproxima da ração seca na cesta de compra dos gatos. Em 2026, a diferença entre os dois itens ficou em apenas 2 pontos percentuais: 58,9% para ração seca embalada e 56,9% para ração úmida em sachê.

  • O levantamento também mostra que 38,1% dos tutores de gatos compram petiscos ou biscoitos para animais de estimação.
  • A ração seca vendida a granel aparece com 37,7%, enquanto a ração úmida em lata foi citada por 25,6%.

Tendências apontadas no mercado pet

A mudança na cesta de alimentação pet conversa com a tendência de humanização dos animais de estimação e com a maior presença dos pets dentro de casa. Segundo o estudo, 50,3% dos cães passam a maior parte do tempo dentro de casa. Entre os gatos, esse percentual chega a 71,4%.

Para Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions, os dados refletem a aproximação emocional e física entre tutores e animais.

“Neste período notamos uma crescente humanização dos pets, aproximando os cães e gatos de seus tutores em termos emocionais e físicos, fazendo com que passem a viver dentro de casa e, às vezes, dentro do próprio quarto. Isso leva a maior necessidade de gastos com higiene, beleza, medicamentos, planos de saúde, mimos, brinquedos e alimentos mais palatáveis, como alimentos úmidos em sachês”, diz Sandro Cimatti.

O estudo aponta que os gastos mensais médios chegam a R$ 690 para cães e R$ 574 para gatos, considerando itens como ração, antipulgas, vermífugos, vacinas, veterinário, exames, plano de saúde e, no caso dos cães, banho e tosa. A ração aparece como principal gasto mensal: R$ 202 para cães e R$ 158 para gatos.

Na avaliação da CVA Solutions, a alimentação pet deve ser observada não apenas pelo volume de compra da ração seca, mas pela diversificação da cesta. O avanço dos sachês, dos petiscos e da comida preparada especialmente para os animais indica uma mudança no padrão de consumo dos tutores e reforça a ligação entre comportamento, conveniência e humanização no mercado pet brasileiro.